sob narração de Cid Moreira, a forma como aconteceu a morte de Judas "o traidor".
domingo, 29 de janeiro de 2017
terça-feira, 22 de março de 2016
MALHAÇÃO DE JUDAS
Malhação de Judas ou Queima de Judas é uma tradição vigente em diversas comunidades católicas e ortodoxas que foi introduzida na América pelos Espanhóis e Portugueses.
É também realizada em diversos outros países, sempre no Sábado de Aleluia, simbolizando a
morte de Judas Iscariotes.
Consiste
em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos ou jornal, pelas ruas
de um bairro e atear fogo a ele, normalmente ao meio dia.
Cada país realiza a tradição de um modo, alguns queimam o boneco
em frente a cemitérios ou perto de igrejas. No Brasil é comum enfeitar o boneco com máscaras ou placas com o nome de políticos, técnicos de futebol ou mesmo personalidades não tão bem
aceitas pelo povo.
Algumas
cidades fazem da Malhação de Judas uma atração turística, como a cidade paulista de Itu.
Famosa por seus objetos de tamanhos avantajados, os moradores da cidade aumentam
o tamanho do boneco a cada ano, mas com um diferencial, no lugar de atearem
fogo, é usando até mesmo dinamite,
costuma-se chamar o Estouro de
Judas.
No começo, o boneco
representava a figura do Judas Iscariotes; aos poucos, outras personagens foram
substituindo o traidor de Cristo, numa manifestação folclórica tradicional, da
qual participa toda a comunidade, do avô ao neto. Os nossos Judas aparecem em
postes, amarrados em carros, deitados nas ruas e, em muitos casos, deixam até
testamentos. Além disso, às vezes, o ato da malhação é realizado ao som de
músicas especialmente compostas para a ocasião.
A malhação de Judas está incorporada aos costumes dos povos de
quase todo o mundo. Segundo a folclorista Meire Berti Gomiero Fonseca, que vem
pesquisando o assunto há alguns anos junto com equipes formadas por seus alunos,
a queima do Judas parece se relacionar ao rito pagão do Fogo Novo, herdado dos
hebreus, sobrevivendo entre os povos civilizados. Na Córsega, no século XIX,
era costume um grupo de rapazes percorrerem no Sábado de Aleluia as comunas da
ilha gritando “Fogo Novo”; na Lorena Francesa, esse fogo era feito com palma
benta dos anos anteriores na porta do cemitério; na Alemanha, vestiam um menino
de Judas, para depois sofrer a prova do fogo sendo balançado pelos mais fortes
e altos por cima da fogueira.
Cada lugar incorporou a queima de Judas de uma forma. Em
Mittelbron e Nelling, os bonecos eram queimados em frente aos cemitérios e
igrejas; no Alto Reno, queimavam-se vestimentas e ornamentos eclesiásticos no
cemitério, bem como velhas cruzes e caixões. Na Suíça, o Judas era morto com
fuzil, queimado, havendo o costume de quebrar louças sobre ele, enquanto em
Portugal era submetido a julgamento, depois enforcado e queimado, o que
provocava estouros de bombinhas colocadas dentro do boneco.
Há
países em que a queima do Judas representa um repúdio às forças do mal e, por
isso, o ato é praticado no início ou no fim das colheitas, para espantar os
demônios que esterilizam as plantações. No Brasil, por sua vez, sabe-se sobre a malhação de Judas desde o
século XVIII, quando, no Rio de Janeiro, os bonecos traziam fogos de artifício
presos no ventre, que eram acesos no Sábado de Aleluia, e ardiam sob os
aplausos frenéticos do povo, como uma vingança à morte de Jesus.
Ainda
segundo Meire Berti, as primeiras descrições desse evento no Brasil foram feitas pelo gravurista Jean
Baptiste Debret. De acordo com ele, o Judas era confeccionado com roupa e
tecido de palha, com máscara e boné de lã que lhe formava a cabeça. Também eram
colocadas bombas nas juntas para melhor dilaceração das partes na hora da
queima, que era precedida pelo enforcamento.
Fonte:http://zipgospel.com.br
O JUDAS SEGUNDO A BIBLIA
O nome de Judas
Iscariotes aparece sempre no final da relação dos nomes dos apóstolos e
geralmente com alguma descrição infame como “aquele que O traiu” (Marcos 3:19;
Mateus 10:4) “que veio a ser o traidor” (Lucas 6:16). Judas Iscariotes exercia
a função de tesoureiro no grupo apostólico (João 13:29). Por lidar com
dinheiro, em outro texto, Judas é denominado de “ladrão”, o que se supõe que
ele apropriava-se do dinheiro arrecadado que lhe era confiado (João 12:6). Com
o objetivo de aumentar o fundo apostólico e de abastecer o próprio bolso, Judas
Iscariotes critica a ação de Maria quando esta ungiu os pés de Jesus com um
precioso e caro unguento (João 12:3-6), dando a desculpa de que o dinheiro
poderia ser usado para ajudar os pobres.

A ambição de Judas o levou ao engano ao atender os principais sacerdotes para trair Jesus (Mateus 26:14-16; Marcos 14:10-11; Lucas 22:3-6), fazendo um acordo com eles para indicar-lhes Jesus em troca de trinta moedas de prata. Levou a cabo seu intento quando, oportunamente, conduziu os sacerdotes e um grupo de soldados até o Getsemani onde se encontrava o Senhor Jesus e os outros apóstolos. Por ironia o sinal para a identificação e prisão de Jesus seria o beijo que o traidor daria em sua vítima (Mateus 26:48-49).
Vendo que Jesus fora condenado, abateu-se pelo remorso e tratou de devolver as moedas que havia recebido dos sacerdotes, os quais se negaram de aceitá-las e disseram-lhe que isso era problema seu e não lhes importava (Mateus 27:3-4). “E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se” (Mateus 27:5).
Em Mateus 27:5, relata o enforcamento de Judas Iscariotes que remoído pelo remorso suicidou-se. Mas em Atos 1:18, temos o relato de Pedro em que consta que Judas caiu de um precipício arrebentando-se nas pedras e todas as suas entranhas foram expostas. Provavelmente isso se deu quando ao tentar enforcar-se a corda tenha se rompido e em consequência caiu no precipício, vindo a morrer devido a queda. Judas morreu em sua própria porção de terra, provavelmente adquirida pelos sacerdotes em nome de Judas com as trinta moedas de prata, porque o dinheiro era legalmente dele e pôr ser maldito não podia ficar no tesouro do templo e então foi usado para comprar um lote de terreno conhecido como o “campo de sangue”.
O delator foi comprado para trair seu Mestre, mas
Jesus não era inimigo de Judas, pois o próprio Senhor o chamou de amigo (Mateus
26: 50), o que atingiu a consciência de Judas. O apóstolo Pedro recorda que a
traição de Judas não foi uma tragédia imprevista, mas parte dos desígnios de
Deus predito no Antigo Testamento (Atos 1:18-20).
Embora Judas Iscariotes seja conhecido como o apóstolo que traiu o Senhor, pode-se dizer que ele cumpriu fielmente a sua missão e o próprio Jesus já sabia de tudo o que havia de acontecer e tinha advertido a Judas que se apressasse em seu intento (Mateus 26:20-25). Dessa maneira estava sendo cumprida a vontade do Pai.
O Senhor Jesus ao chamar Judas Iscariotes ao apostolado o considerou seguidor e discípulo, entretanto, Judas converteu-se no traidor. Na realidade Judas Iscariotes nunca chegou a ser um verdadeiro seguidor de Cristo. Caiu do apostolado, mas nunca teve uma relação genuína com o Senhor Jesus. De modo que foi o “filho da perdição” e nunca foi salvo. O título máximo que deu a Jesus foi de “Mestre”, mas nunca “Senhor”. Judas foi um apóstata.
Fonte: http://pt.shvoong.com
Embora Judas Iscariotes seja conhecido como o apóstolo que traiu o Senhor, pode-se dizer que ele cumpriu fielmente a sua missão e o próprio Jesus já sabia de tudo o que havia de acontecer e tinha advertido a Judas que se apressasse em seu intento (Mateus 26:20-25). Dessa maneira estava sendo cumprida a vontade do Pai.
O Senhor Jesus ao chamar Judas Iscariotes ao apostolado o considerou seguidor e discípulo, entretanto, Judas converteu-se no traidor. Na realidade Judas Iscariotes nunca chegou a ser um verdadeiro seguidor de Cristo. Caiu do apostolado, mas nunca teve uma relação genuína com o Senhor Jesus. De modo que foi o “filho da perdição” e nunca foi salvo. O título máximo que deu a Jesus foi de “Mestre”, mas nunca “Senhor”. Judas foi um apóstata.
Fonte: http://pt.shvoong.com
segunda-feira, 21 de março de 2016
O EVANGELHO DE JUDAS PARTE II
O EVANGELHO SEGUNDO JUDAS
As palavras secretas da revelação que Jesus fez, durante uma semana, três dias antes de celebrar a festa da Páscoa, a Judas Iscariotes.
Quando Jesus apareceu na terra, realizou muitos milagres e sinais para salvar a humanidade. Desde então, enquanto alguns seguiram o
caminho da retidão e outros pecaram, chamou os doze discípulos. Começou a falar com eles sobre os mistérios além do mundo e do que aconteceria no fim. Muitas vezes apareceu a seus discípulos, não como ele mesmo, mas na forma de uma criança.
Certo dia, ele estava com seus discípulos na Judéia e encontrou-os
piedosamente reunidos em torno da mesa. Quando se dirigiu a eles, que estavam reunidos, fazendo uma oração de ação de graças sobre o pão, riu. Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, por que ris
sobre nossa oração de ação de graças? Fizemos o que é certo”. Mas ele respondeu-lhes: “Não rio por causa de vós. Vós não fizestes isso por vossa própria vontade, mas para louvar vosso Deus. Eles disseram:
“Mestre, tu és (...) o filho de nosso Deus”. Jesus, porém, disse lhes: “Donde
vós me conheceis? Em verdade, digo-vos que não há geração humana entre vós que me conhecerá”. Quando seus discípulos ouviram isso, ficaram zangados e começaram a ficar furiosos, ameaçando-o em seus corações. Ao ver sua falta de compreensão, Jesus falou-lhes: “Por que essa notícia vos irrita? Vosso Deus, que está convosco, (...) (35) provocou vossa ira em vossas almas. Deixai cada um dentre vós, que é forte o
suficiente, para produzir o homem perfeito dentre os homens e conduzi lo ante
minha face”. Todos disseram: “Nós temos a força”. Mas seu ânimo era muito fraco para enfrentá-lo, com exceção de Judas Iscariotes.
Ele foi capaz de colocar-se à sua frente, mas não conseguiu olhar em seus olhos e baixou sua cabeça. Judas falou a Jesus: “Eu sei quem tu és e donde vieste. Tu vens do reino eterno de Barbelo e sou indigno de pronunciar o nome daquele que te enviou”.
Sabendo que Judas reproduzira algo sublime, Jesus falou lhe: “Afasta-te
dos outros e eu te revelarei os mistérios desse reino. Tu tens a possibilidade de chegar a esse reino, mas passarás grande sofrimento. Do contrário, algum outro terá que cumprir tua tarefa,
para que os doze possam voltar a ser um com seu Deus”. Judas, porém, disse-lhe:
“Quando tu me revelarás essas coisas? Quando irromperá o grande dia da luz
sobre essa geração”? Mas, quando ele disse isso, Jesus desapareceu. Jesus reaparece a seus discípulos Na manhã seguinte, depois que isso acontecera, Jesus apareceu novamente
diante de seus discípulos. Eles disseram-lhe:
“Mestre, para onde foste e o que fizeste durante tua ausência?” Jesus,
porém, respondeu-lhes: “Fui a outra geração grandiosa e santa”. Seus discípulos
disseram-lhe: “Senhor, qual é essa geração grandiosa, que é superior a nós, que é mais santa que nós e que não é deste reino?” Ao ouvir isso, Jesus riu e falou-lhes: “Por que vós pensais em vossos corações sobre aquela geração forte e santa?.
Em verdade, eu vos digo que ninguém, que nasce neste mundo, verá aquela geração e nenhum exército de anjos das estrelas reinará sobre
aquela geração e nenhum mortal poderá relacionar-se com aquela geração, pois
aquela geração não procede de (...) que veio a ser (...). Esta geração dos homens, da qual fazeis parte, é da geração da humanidade (...) poder, que (...) outras forças (...) pelas quais dominais. Quando seus discípulos ouviram isso, cada um deles agitou-se
em espírito. Não conseguiram falar sequer uma palavra. Algum outro dia, Jesus
apareceu-lhes. Disseram-lhe: “Mestre, te vimos, numa visão, quando tivemos
grandes sonhos (...)”. Disseram: “Vimos uma grande casa e nela um grande altar, doze homens que chamaríamos sacerdotes e um nome; e uma multidão de homens esperava junto àquele altar (até) que os sacerdotes (...) e receberam as ofertas. Nós, contudo, continuamos esperando. Jesus disse: “Como eram os sacerdotes?” Eles, porém, disseram: “Alguns (...) duas semanas: (alguns) ofereciam seus próprios filhos; outros, suas esposas, em glória e humildade entre si; alguns dormiam com
homens; outros estavam ocupados com lutas; alguns cometiam grande número de
pecados e delitos contra a lei. E os homens, que estavam diante do altar, invocavam teu nome e, em todos os atos de sua insuficiência, os sacrifícios foram conduzidos ao seu acabamento (...)”. Depois que disseram isso, calaram, pois estavam muito agitados. Jesus, porém, disse-lhes: “ Por que estais agitados? Em verdade, eu vos digo, todos os sacerdotes, que estão de pé diante do
altar, invocam meu nome. De novo, digo-vos que meu nome está escrito naquele (...) das gerações de estrelas, para todas as
gerações humanas. E eles plantaram árvores, que não produziram frutos, em meu
nome, de maneira vergonhosa”. Jesus, porém, disselhes: “Aqueles que vistes
receber as ofertas no altar são aqueles que
vós sois. Este é o Deus a quem vós servis, e vós sois os doze homens que
vistes. A multidão trazida para o sacrifício, que vós vistes, é a multidão de
homens que desviastes do reto caminho diante desse altar (...) estamos e
meu nome é usado dessa maneira e gerações de piedosos lhe permanecerão fiéis (...) e depois lá estará outro homem dos prostitutos e outro dos assassinos de crianças e outro homem daqueles que dormiram com homens e aqueles que vivem abstêmios e o resto do povo impuro, transgressor das leis e
dos delituosos e aqueles que dizem ‘nós somos como anjos’ são as estrelas que tudo levarão ao acabamento. Às gerações da humanidade foi
dito: “Eis que Deus recebeu tua oferta das mãos de um sacerdote” – que é um
servo de delitos. Mas é o Senhor, o Senhor do Universo, quem fala: “No último dia, serão lançados na vergonha”. Jesus disse-lhes: “Parai de oferecer (...) que tendes (...) sobre
o altar, aqueles que estão acima de vossas estrelas e de vossos anjos e já chegaram ao seu acabamento lá. Assim deixai-os ser seduzidos diante de vós e deixai-os partir (faltam cerca de 15 linhas). Um padeiro
não pode alimentar todos os seres debaixo do céu. E (...)”. Jesus disse-lhes: “Deixai de lutar contra mim. Cada qual de vós tem sua própria estrela e cada (faltam cerca de 17 linhas) (...), mas ele deve vir para irrigar o paraíso de Deus e a geração, que permanecerá, uma vez que não maculará o curso da vida dessa geração,
mas, (...) até toda eternidade”.
Judas disse-lhe: “Mestre, que tipo de frutos esta geração apresentará?”
Jesus respondeu: “As almas de todas as gerações de homens morrerão. Quando esses homens cumprirem o tempo do reino e o espírito os abandonar, seus corpos morrerão, mas suas almas
viverão e serão elevadas”. Judas disse: “E o que fará o resto das gerações humanas”? Jesus respondeu: “É impossível semear
sementes sobre uma rocha e colher seus frutos. Este é também o caminho (...) as gerações maculadas (...) e a sofia corruptível (...) a mão, que criou homens mortais de modo que suas almas subam aos reinos eternos. Em verdade, eu vos digo (...) anjos (...) o poder verá isso (...) aqueles a quem (...) gerações santas (...)”. Depois de dito isso, Jesus retirou-se daí. Judas fala de uma visão Judas disse: “Mestre, agora que ouviste a todos, ouve-me também a mim, pois eu tive uma visão grandiosa”. Ao ouvir isso, Jesus riu e disse-lhe: “Tu, décimo terceiro espírito, por que tentas sempre de novo? Mas fala, que agüentarei contigo”. Judas disse lhe: “Na
visão vi-me a mim mesmo sendo apedrejado pelos doze discípulos e me perseguiam seriamente. Cheguei ao lugar, onde (...)
depois de ti. Eu vi uma casa (...) e meus olhos não conseguiram abranger sua
grandeza. Grandes homens a cercavam, e a casa tinha um telhado de palha e no meio da casa havia uma multidão de gente (faltam 2 linhas), diziam: Mestre, leva-me com essa gente”. Jesus respondeu, dizendo: “Judas, tua estrela te enganou”. E prosseguiu:
“Nenhum mortal é digno de pisar na casa que tu viste, pois esse lugar é reservado aos santos. Lá não haverá sol, nem lua, nem dia, mas os santos lá permanecerão para sempre em glória eterna
com os santos anjos. Vê eu te revelei os mistérios do reino e te informei sobre o erro das estrelas e (...) mandei (...) para as doze
idades”. Judas disse: “Mestre, pode ser que minha semente seja controlada pelos
governantes?” Jesus respondeu-lhe, dizendo: “Vê, eu (faltam 2 linhas), mas tu te afligirás muito, quando vires o reino e todas as suas gerações”. Quando ele ouviu isso, Judas disse-lhe: “Para que é bom que eu receba isso? Que tu me escolheste dessa geração”? Jesus, porém, respondeu, dizendo: “Tu serás o décimo
terceiro e serás amaldiçoado pelas gerações vindouras e virás para dominar sobre elas. Nos últimos dias, amaldiçoarão tua elevação para a geração dos santos”. Jesus disse: “Vem, para que eu te possa ensinar mistérios que antes nenhum homem alguma vez viu. Pois existe um reino grande, infinito, cuja extensão nenhuma geração de anjos já viu, no qual há um espírito grande e invisível, aquele nenhum olho de anjo jamais viu, nenhum pensamento do coração jamais o pôde compreender e
nunca se o chamou por algum nome”.
E apareceu uma nuvem brilhante, e ele falou: “Cria um anjo como meu servo”. Um anjo grandioso, que irradiava a eternidade divina, saiu daquela nuvem. Através dele, surgiram mais outros quatro anjos de outra nuvem e tornaram-se servos do eterno celestial. O
eterno disse: “Deixa (...) surgir (...) e surgiu (...). E ele criou o primeiro astro para dominá-lo. Ele disse: “Cria anjos para servir-lhe”, e apareceram inúmeros coros de anjos. Ele disse: “Cria um mundo iluminado e foi criado”. Ele criou o segundo astro para
dominá-lo, juntamente com inúmeros coros de anjos, que lhe ofereceram
seus serviços. Dessa maneira também criou os outros mundos iluminados.
Deixou-os dominar sobre eles e criou para eles coros incontáveis de anjos para
ajudá-los. “Adamas estava na primeira nuvem brilhante, que nenhum anjo jamais vira, entre os quais todos aqueles que são chamados ‘deus’. Ele (...) o (...) a imagem (...) e segundo a forma desse anjo. Ele deixou aparecer a geração incorruptível de Seth (...) os doze (...) os quarenta e dois (...). Fez aparecer 72 astros naquela
geração incorruptível, conforme a vontade do espírito. Os 72 astros, por sua vez, fizeram aparecer 360 astros, entre a geração incorruptível,
segundo a vontade do espírito, de modo que o seu número correspondia a cinco para cada. Os doze mundos dos doze astros fundam seu Pai com seis céus para cada mundo, de modo que há 72 céus para os 72 astros e, para todos (50) eles, cinco firmamentos para
um total de 360 firmamentos (...) foi-lhes dado o domínio e receberam um grande
exército de anjos sem número, para honra e veneração e depois igualmente
espíritos virgens, para honra e veneração de todos os mundos, dos céus e de seus firmamentos”. “O grande número desses imortais chama-se cosmos – isto é corrupção – através do pai e dos 72 astros, que são com o eterno e seus 72 mundos. Nele apareceu o primeiro homem com suas forças
incorruptíveis. E a idade que começou com essa geração, a idade, na qual há uma nuvem de saber e de anjos, é (...) chamada (...) idade (...). Depois disse: “Cria doze anjos para dominar o caos e o mundo inferior”. E da nuvem surgiu um anjo, de cuja face cintilavam
chamas e cuja aparição estava maculada com sangue. Seu nome era Nebro, que
significa rebelde; outros o chamam Yaldabaoth. Um outro anjo, Saklas, também saiu daquela nuvem. Nebro criou seis anjos, como também Saklas, para serem servos, e esses criaram
doze anjos nos céus, dos quais cada qual recebeu parte do céu”. Os doze senhores disseram aos doze anjos: “Deixem que cada um de vocês (...) e deixem-nos (...) geração (falta uma linha)
anjos. O primeiro é Seth, que é chamado Cristo. O segundo é Harmathoth, que (...). O terceiro é Galila. O quarto é Yobel. O quinto é
Adonaios”. Esses são os cinco que reinarão sobre o mundo inferior e, antes de
tudo, sobre o caos. Então Saklas falou a seus anjos: “Façamos um ser humano segundo a forma e segundo a imagem”. Formaram Adão e sua mulher Eva, que
na nuvem é chamada Zoé. Através desse nome, todas as gerações procuram o homem e cada um chama a mulher por este
nome. Agora, porém, (...) Sakla (...) não fez (...) comandar (...). E o senhor disse a Adão: “Viverás uma vida longa com teus filhos”. Judas disse a Jesus: “Qual é a grande extensão do tempo na qual viverá o gênero humano”? Jesus respondeu: “Por que tu te admiras do fato de Adão, com sua geração, ter vivido naquele lugar no qual recebeu seu reino em vida longa com seu senhor”?
Judas perguntou a Jesus: “Pode o espírito humano morrer”?
Jesus respondeu: “Esta é a razão pela qual Deus ordenou a Miguel dar aos homens seus espíritos como um empréstimo, de modo que o possam servir, mas o Grandioso ordenou a Gabriel conceder espíritos à
grande geração que não tem Senhor acima de si – isto é, o espírito e a alma”.
Além disso, o resto das almas (falta uma linha). “(...) Luz (faltam cerca de duas linhas) para (...) deixa (...) espírito, o qual habita em ti, nesta carne no meio das gerações de anjos. Mas Deus propiciou que a Adão e àqueles que estavam com ele fosse concedido saber (conhecimento), assim que os reis do caos e do mundo inferior não pudessem mandar sobre eles”. Judas disse a Jesus: “Então o que esta geração fará”? Jesus respondeu: “Em verdade, eu vos digo, para cada um deles suas oportunidades são conduzidas ao fim pelas estrelas. Quando Saklas terminar o tempo determinado para ele, aparecerá sua primeira estrela, com as gerações, e completarão o que prometeram. Depois viverão de maneira desregrada, em meu nome, e matarão seus filhos e (faltam 6 linhas)
tua estrela sobre a décima terceira idade”. Depois disso, Jesus riu. Judas disse: “Mestre, por que ris”? Jesus respondeu, dizendo: “Não rio por causa de vós, mas dos erros das estrelas, pois essas seis estrelas vagam com esses cinco adversários e todos perecerão juntos com suas criaturas”.
Judas disse a Jesus: “O que aqueles que foram batizados farão em teu
nome”? Jesus disse: “Em verdade, eu te digo, este batismo (...) meu nome
(faltam 9 linhas). Em verdade eu te digo, Judas, esses que oferecem sacrifícios a Saklas (...) Deus (faltam 3 linhas) todo mal.
Mas tu superarás todos. Para ti ofertará o homem que me veste.
Já foi elevado teu Hom,
Teu Zom foi desenvolvido,
Tua estrela mostrou-se brilhante
O EVANGELHO DE JUDAS PARTE I
Desaparecido
por quase 1700 anos, a única cópia conhecida do documento foi publicada em 6 de
abril de 2006 pela revista National Geographic. O manuscrito, autentificado
como datando do século III ou IV (220 a 340 D.C.), é uma cópia de uma versão
mais antiga redigida em grego. Contrariamente à versão dos quatro Evangelhos
oficiais, este texto clama que Judas era o discípulo mais fiel a Jesus, e
aquele que mais compreendia os seus ensinamentos. O seu conteúdo consiste
basicamente em ensinamentos de Jesus para Judas, apresentando informações sobre
uma estrutura hierárquica de seres angelicais e outra versão para a criação do
universo.
Discípulo favorito
"Aqui Judas não é o malvado, corrupto, perverso e quase demoníaco seguidor de Jesus que trai o seu mestre; é, pelo contrário, o mais íntimo e próximo amigo de Jesus, aquele que conhecia e compreendia Jesus melhor do que qualquer outro e que apenas denunciou Jesus às autoridades porque essas foram as suas instruções", sublinha Bart Ehrman, director do departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Carolina do Norte.
"Tu excederás todos os outros. Pois tu sacrificarás o homem que me veste", escrevem os autores (desconhecidos) do Evangelho de Judas. O documento descreve conversas em que Jesus revela a Judas Iscariotes as verdades do mundo - o caos, o cosmo, os anjos, a criação da humanidade -, reforçando a ideia de que aquele era o discípulo predilecto e o único capaz de compreender o seu mestre. "Afasta-te dos outros e eu dir-te-ei todos os mistérios do reino. É possível alcançá-los, mas sofrerás muito", diz Jesus. O Evangelho aborda ainda o desprezo dos outros discípulos: "Numa visão, vi-me no meio dos doze discípulos, que me perseguiam e apedrejavam", descreve Judas. "Serás amaldiçoado pelas outras gerações -, mas acabarás por governar sobre elas", responde Jesus. Nenhum dos textos canónicos, nomeadamente os quatro evangelhos do Novo Testamento, oferece uma explicação consistente para a traição de Judas: Mateus, Marcos, Lucas e João interpretam de maneiras diferentes o mais enigmático episódio da Paixão de Cristo, apontando a ganância ou a influência do demónio como as razões que levaram Judas a denunciar Jesus às autoridades romanas. Agora, o Evangelho de Judas avança a predilecção de Jesus, e a devoção do seu discípulo, como os motivos que estão por trás da traição.
"A descoberta do Evangelho de Judas é um excitante avanço arqueológico que nos permite compreender melhor o mundo do início do Cristianismo", considera Donald Senior, professor de Estudos do Novo Testamento em Chicago. "Mas não rivaliza com os outros evangelhos e escritos canónicos nas suas considerações teológicas e históricas", acrescenta.
"Aqui Judas não é o malvado, corrupto, perverso e quase demoníaco seguidor de Jesus que trai o seu mestre; é, pelo contrário, o mais íntimo e próximo amigo de Jesus, aquele que conhecia e compreendia Jesus melhor do que qualquer outro e que apenas denunciou Jesus às autoridades porque essas foram as suas instruções", sublinha Bart Ehrman, director do departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Carolina do Norte.
"Tu excederás todos os outros. Pois tu sacrificarás o homem que me veste", escrevem os autores (desconhecidos) do Evangelho de Judas. O documento descreve conversas em que Jesus revela a Judas Iscariotes as verdades do mundo - o caos, o cosmo, os anjos, a criação da humanidade -, reforçando a ideia de que aquele era o discípulo predilecto e o único capaz de compreender o seu mestre. "Afasta-te dos outros e eu dir-te-ei todos os mistérios do reino. É possível alcançá-los, mas sofrerás muito", diz Jesus. O Evangelho aborda ainda o desprezo dos outros discípulos: "Numa visão, vi-me no meio dos doze discípulos, que me perseguiam e apedrejavam", descreve Judas. "Serás amaldiçoado pelas outras gerações -, mas acabarás por governar sobre elas", responde Jesus. Nenhum dos textos canónicos, nomeadamente os quatro evangelhos do Novo Testamento, oferece uma explicação consistente para a traição de Judas: Mateus, Marcos, Lucas e João interpretam de maneiras diferentes o mais enigmático episódio da Paixão de Cristo, apontando a ganância ou a influência do demónio como as razões que levaram Judas a denunciar Jesus às autoridades romanas. Agora, o Evangelho de Judas avança a predilecção de Jesus, e a devoção do seu discípulo, como os motivos que estão por trás da traição.
"A descoberta do Evangelho de Judas é um excitante avanço arqueológico que nos permite compreender melhor o mundo do início do Cristianismo", considera Donald Senior, professor de Estudos do Novo Testamento em Chicago. "Mas não rivaliza com os outros evangelhos e escritos canónicos nas suas considerações teológicas e históricas", acrescenta.
Fonte: http://pt.wikipedia.org - http://www.publico.pt
ASPECTOS RELIGIÓSOS E HISTÓRICOS
Judas
Iscariotes (em hebraico יהודה איש־קריות, Yehudhah ish Qeryoth; em grego bíblico Iouda Iskariôth ou Iouda Iskariotes) foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, que, de acordo
com os Evangelhos, veio a ser o traidor que
entregou Jesus Cristo aos seus capturadores por 30 moedas de prata. Era
filho de Simão de Queriote (Jo 6, 71; 13, 26). Judas, em grego Ioudas, é uma helenização do nome
hebraico Judá (יהודה, Yehûdâh, palavra que significa
"abençoado" ou "louvado"), sendo, por sinal, o nome de apóstolo
que mais vezes aparece nos Evangelhos (vinte vezes) depois do de Simão Pedro.
O seguimento apostólico
Judas Iscariotes
foi escolhido como um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, sendo
apresentado, na listagem dos seus nomes, sempre em último lugar (Mateus 10:2-4; Marcos 3:16-19; Lucas 6:13-16).
Mais tarde, ele tornou-se infiel e iníquo, conforme apresentado no Novo
Testamento. Era o encarregado da bolsa do dinheiro dos apóstolos: «tendo
a bolsa, tirava o que nela se lançava» (João 12:6).
Teria demonstrado exteriormente a sua fraqueza na cena da unção com óleo perfumado em Betânia, onde testemunhou
que estava mais apegado ao dinheiro do que propriamente aos gestos concretos
com que Jesus demonstrava a sua missão (João 12:1-6).
O Seguimento Jogatinoso
Embora os
Evangelistas digam claramente que «Jesus sabia, desde o princípio, quem
eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar» (João 6:64)
e tivesse sido, de algum modo, aduzido e predito, caso se leia o Salmo 55 como
uma referência ao que viria a suceder com Jesus, que o traidor seria um
"amigo íntimo" - «Pois não era um inimigo que me afrontava;
então eu o teria suportado Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo
amigo» (Salmos 55:12-13)
-, há muitos que contestam se Judas estava ou não predestinado a ser o traidor.
A traição
Judas entregou Jesus por 30 moedas de prata (Mateus 26:15 - Mateus 27:3),
que provavelmente seriam siclos e não denários como frequentemente se julga e afirma. Esse era
o preço de um escravo (Êxodo 21:32).
De acordo com o autor do Evangelho de Mateus, os
principais sacerdotes decidiram não colocar essas moedas no tesouro do Templo de Jerusalém, mas,
em vez disso compraram um terreno no exterior da cidade para sepultar defuntos
(Mateus 27:6-7).
Segundo Zacarias, profeta do
Antigo Testamento, a vida e o ministério do prometido Messias (ou Cristo) seria avaliado em 30 moedas de
prata (Zacarias
11:12-13). Isto significava que, segundo a leitura dos
acontecimentos feita pelo evangelista Mateus, os líderes religiosos judaicos
foram induzidos a avaliar a vida e ministério de
Jesus de Nazaré como dotada de bem pouco valor.
A motivação da sua
ação é justificada ou explicada, nos Evangelhos, de diferentes modos. Assim,
nos Evangelhos mais antigos, os de Mateus e de Marcos, tal deveu-se à sua avareza (Mateus 26:14-16; Marcos 14:10-11).
Já nos Evangelhos de Lucas e de João o seu procedimento é subordinado à
influência direta de Satanás - ο σατανας - (Lucas 22:3; João 13:2-27)
sobre as suas ações.
A morte
Os autores do Novo Testamento, relendo à luz da sua Fé as escrituras do Antigo Testamento, procuraram, de algum modo, mostrar que a
morte de Judas fora análoga à que as Escrituras apresentavam para o "desesperado" («Vendo
Aitofel que se não tinha seguido o seu conselho, albardou o jumento, e levantou-se,
e foi para sua casa, se enforcou e morreu» (II Samuel 17:23) e para o "ímpio" (no deuterocanônico Sabedoria 4:19: «Em
breve os ímpios tornar-se-ão cadáver sem honra, objeto de opróbrio para sempre
entre os mortos: o Senhor os precipitará de cabeça para baixo, sem que digam
palavra, e os arrancará de seus fundamentos. Serão completamente destruídos,
estarão na dor e sua memória perecerá.»).
Assim, no caso do
Evangelho de Mateus se relata que Judas Iscariotes, ao sentir remorsos, decide suicidar-se por enforcamento: «E Judas, atirando para o templo as
moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar» (Mateus 27:5),
e nos Actos dos Apóstolos, o seu
autor conta que caiu de cabeça para baixo, rebentando ruidosamente nos rochedos
pelo meio: «Adquiriu um campo com o salário de seu crime. Depois
tombando para frente arrebentou ao meio e todas as vísceras se derramaram» (Atos 1:18).
Procurando-se harmonizar e combinar os
dois relatos da sua morte pode-se dizer que Judas se terá enforcado, mas que a
corda - ou o ramo da árvore onde esta estava atada - se terá quebrado. A vaga
por ele deixada - segundo Atos 1:26 -
foi preenchida por Matias.
Fonte:http://pt.wikipedia.org
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
A IDENTIDADE DO TRAIDOR
O traidor de Cristo era chamado de Judas de Queriote (Kriyot) ou "de Cariote", ou seja, Iscariotes. Queriote era o nome de uma localidade situada a 20 Km ao sul de Hebrom (atuais ruínas de el-Kureitein), portanto, ele foi o único discípulo não natural da Galiléia. Era sobrenomeado de “Iscariotes” para ser diferenciado de outros apóstolos (Judas Tadeu e Judas Tomé), e demais homônimos íntimos do grupo encabeçado por Jesus. Judas também era identificado como “filho de (um certo) Simão”, como atestou João (6,71, com adição).

Através da revelação espírita, a exemplo do Espírito Emmanuel, pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, em Há Dois Mil Anos (FEB), sabemos que era um homem de natureza mesquinha, ávido por dinheiro e poder. Responsável pela coleta de esmolas do grupo (tesoureiro), prática comum aos pregadores da época, a fim de custear as viagens. Infelizmente, Judas preocupava-se mais em angariar “tesouros terrenos, do que celestiais” (sobre essa frase, ver Mateus 6,19-21).
Suas limitações morais levaram-no a revoltar-se contra o pacifismo do Mestre. Entregou-O, inocentemente, às autoridades farisaicas, a fim de instigar a revolta popular armada contra o governo herodiano, vassalo dos romanos. O acordo secreto que fizera com os fariseus garantia a partilha do poder político com ele e demais aliados, além, é claro, da libertação de seu amigo Jesus. Ao ver-se ludibriado, não suportou o remorso e supliciou-se na forca.
Porém o Iscariotes ocultava dos olhos humanos seu incrível potencial de missionário cristão, pois NÃO FOI POR ACASO que Jesus o convocou ao apostolado (algo, aliás, acertado entre os dois desde muito antes da reencarnação de Judas, no Além).
Pergunta-se, “por que Jesus chamou ao apostolado um homem imperfeito como Judas?” Ora, como Ele mesmo disse, não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos (Lucas 5,31). Não havia homens perfeitos, exatamente iguais ao Cristo, entre os Apóstolos, apenas bem intencionados, “carvões brutos que um dia seriam diamantes”.
O Rabi incumbiu Judas à coleta de esmolas, para que, com o auxílio dos ensinamentos e exemplos na prática do Bem, o discípulo combatesse e vencesse o vício da ganância. Não há mérito àquele que, para não cair em pecado, vive longe do pecado, ou seja, apenas em contemplação. Jesus andava entre os “sujos”, sem “sujar-se”.
Cristo, provavelmente, seria morto COM OU SEM a traição de Judas, pois viveu em uma época extremamente violenta, dominada por déspotas sanguinários. Portanto, Judas nunca foi o vil instrumento da imolação do Cordeiro de Deus.
O Iscariotes foi especialmente escolhido pela Providência, o exemplo-mor do mortal que pode cair e depois levantar-se; pode morrer e ressuscitar moralmente (como veremos mais adiante). Judas, assim como os demais Apóstolos, poderia ter sido um de nós, porque para tornar-se “santo” não basta ter o dom, deve-se merecer a entrada no Reino de Deus.
Jesus sabia que seria traído por Judas Iscariotes, sempre soube. Porém, escolheu o discípulo natural de Queriote pelo motivo de Judas ter tido um grande potencial para ser apóstolo (o Mestre cumpriu o acordo firmado entre os dois, e demais seguidores, antes de nascerem, no Além), e por respeitar o livre arbítrio do Iscariotes, que poderia, se quisesse, não trair o Mestre. Ou seja, a traição de Jesus - somente através de Judas - nunca foi, em essência, um destino inexorável (pensamento de herança grega, vide, por exemplo, as tragédias de Édipo). Entretanto, tal traição, como diversos aspectos da vida do Cristo, foram previstos por alguns médiuns das Escrituras (profetas hebreus do Antigo Testamento ou do período pré-cristão, além de João Batista, contemporâneo de Jesus).
Jesus sabia que seria traído por Judas Iscariotes, sempre soube. Porém, escolheu o discípulo natural de Queriote pelo motivo de Judas ter tido um grande potencial para ser apóstolo (o Mestre cumpriu o acordo firmado entre os dois, e demais seguidores, antes de nascerem, no Além), e por respeitar o livre arbítrio do Iscariotes, que poderia, se quisesse, não trair o Mestre. Ou seja, a traição de Jesus - somente através de Judas - nunca foi, em essência, um destino inexorável (pensamento de herança grega, vide, por exemplo, as tragédias de Édipo). Entretanto, tal traição, como diversos aspectos da vida do Cristo, foram previstos por alguns médiuns das Escrituras (profetas hebreus do Antigo Testamento ou do período pré-cristão, além de João Batista, contemporâneo de Jesus).
Por isso, nós espíritas, repudiamos a tradição popular da Malhação de Judas, pois, além de incentivar a violência, indica que podemos estar dirigindo agressões a qualquer um de nós
Fonte: http://jensoares.blogspot.com.br/.
JOANA D’ARC REENCARNAÇÃO DE JUDAS ISCARIOTES
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Depois do ato de suicido de Judas Iscariotes, e tendo passado pouco tempo no vale dos suicidas, ele estando com o espírito profundamente perturbado e enlouquecido, recebeu a visita de Jesus, que permaneceu três dias ao seu lado até que ele adormecesse; só depois desse gesto de amor e de perdão é que Jesus apareceu materializado a Maria Madalena, segundo o Evangelho de João (20: 11 a 18).
Judas obteve a oportunidade de reencarnar diversas vezes na Terra e a sua última reencarnação foi como Joana D'arc, a sua última prova, para resgatar seus débitos para com a sua própria consciência, e se tornar um espírito livre.
Como Joana D'Arc, aos 13 anos de idade começou a ter visões de São Miguel que falava-lhe sobre umas novas aparições, que seria as de Santa Catarina e Santa Margarida que viriam em nome de Deus para cumprirem uma missão, e dar as ordens a Joana D'arc para liderar a França na Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra, como já sabemos. Depois da vitória da França, Joana foi injustamente condenada por bruxaria, heresia e por blasfêmia, por receber tais mensagens, assim considerada bruxa ela foi levada pela Inquisição, onde queimou e sofreu seus últimos instantes na Terra. Ao desencarnar ela se encontrou com Santa Catarina e Santa Margarida, que lhe disseram que Jesus estava pela sua espera há muito tempo.
Quanto à questão da incompatibilidade dos sexos entre Judas Iscariotes e Joana d'Arc, os Espíritos mentores há tempos esclareceram a questão, através da coordenação kardequiana:
[Pergunta] 201 - O Espírito que animou o corpo de um homem pode, em uma nova existência, animar o de uma mulher e vice-versa?
[Resposta] – Sim, são os mesmos Espíritos que animam os homens e as mulheres.
[Pergunta] 202 – Quando está na erraticidade [Além], o Espírito prefere encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher?
[Resposta] – Isso pouco importa ao Espírito. Depende das provas que deve suportar.
[Observação de Kardec] – Os Espíritos encarnam como homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, assim como cada posição social, lhes oferece provas, deveres especiais e a ocasião de adquirir experiência. Aquele que encarnasse sempre como homem apenas saberia o que sabem os homens.
[KARDEC, Allan. Livro dos espíritos. Trad. Renata Barboza da Silva, Simone T. N. Bele da Silva. São Paulo: Petit, 1999, pp.104-5, com adições]
Na primeira década do século XX, Léon Denis - patrício e sucessor de Allan Kardec no desenvolvimento e divulgação da Doutrina Espírita - semelhante à "médium-santa" Helena, indicando os lugares de peregrinação na Terra Santa, percorreu sítios frequentados por Joana d’Arc, no coração da França, realizou pesquisas bibliográficas e revelou ao mundo mensagens autênticas da Virgem Guerreira, a fim de compor uma biografia, sob a visão espírita: Joana d'Arc: médium.
Procurou também resgatar a memória de Joana junto aos compatriotas ingratos, pois muitos, incrédulos e materialistas, consideram-na uma grande farsa histórica.
Léon Denis, que além de estudioso era médium ostensivo, sentiu a presença do Espírito Joana d'Arc antes e durante a concepção do livro:
... voltando-lhe ardente simpatia, consagrando-lhe terna veneração e vivo reconhecimento, escrevi este livro. Concebi-o em horas de recolhimento, longe das agitações do mundo. [...] vindo do Alto, um raio de luz me ilumina todo o ser e esse raio emana do Espírito de Joana. Foi ele quem me esclareceu e guiou na minha tarefa.
[DENIS, p. 313].
Denis documentou a aparência "máscula" de Joana, no cárcere (para não atiçar os desejos dos homens), além da coragem e alta habilidade bélica no campo de batalha, que ... não consentia em abandonar as vestes masculinas e este ato de pudor lhe era profligado como um crime! [idem, p.124].
Denis, quanto ao gênero ou sexo de Joana, ainda acrescenta:
Uma questão aqui se impõe. Por que escolheu Deus a mão de uma mulher para tirar a França do túmulo? [...] Seria [...] porque a mulher é superior ao homem pelos sentimentos, pela piedade, pela ternura, pelo entusiasmo? Sim, sem dúvida, e aí está o segredo da abnegação da mulher, de seu espírito de sacrifício.
[...]
Porém, a tal escolha presidiu razão de ordem mais elevada. Se Deus, aquilatando da fraqueza dos fortes e da prudência dos avisados, preferiu salvar a França por intermédio de uma mulher, de uma menina, quase uma criança, foi, sobretudo, para que, comparando a fragilidade do instrumento com a grandeza do resultado, o homem não mais duvidasse; foi para que visse claramente, nessa obra de salvação, o efeito de uma vontade superior, a intervenção da potência eterna.
[pp. 228-9]
Na primeira década do século XX, Léon Denis - patrício e sucessor de Allan Kardec no desenvolvimento e divulgação da Doutrina Espírita - semelhante à "médium-santa" Helena, indicando os lugares de peregrinação na Terra Santa, percorreu sítios frequentados por Joana d’Arc, no coração da França, realizou pesquisas bibliográficas e revelou ao mundo mensagens autênticas da Virgem Guerreira, a fim de compor uma biografia, sob a visão espírita: Joana d'Arc: médium.
Procurou também resgatar a memória de Joana junto aos compatriotas ingratos, pois muitos, incrédulos e materialistas, consideram-na uma grande farsa histórica.
Léon Denis, que além de estudioso era médium ostensivo, sentiu a presença do Espírito Joana d'Arc antes e durante a concepção do livro:
... voltando-lhe ardente simpatia, consagrando-lhe terna veneração e vivo reconhecimento, escrevi este livro. Concebi-o em horas de recolhimento, longe das agitações do mundo. [...] vindo do Alto, um raio de luz me ilumina todo o ser e esse raio emana do Espírito de Joana. Foi ele quem me esclareceu e guiou na minha tarefa.
[DENIS, p. 313].
Denis documentou a aparência "máscula" de Joana, no cárcere (para não atiçar os desejos dos homens), além da coragem e alta habilidade bélica no campo de batalha, que ... não consentia em abandonar as vestes masculinas e este ato de pudor lhe era profligado como um crime! [idem, p.124].
O retrato mais antigo de Joana d'Arc foi pintado por volta de 1485, ou seja, cerca de 50 anos após sua morte. Pinturas suas contemporâneas não sobreviveram ao tempo.
Diversos relatos, da época, ressaltam seus traços delicados e belos de mulher muito jovem, no entanto, durante sua vida militar, vestia-se como soldado, para não diferenciar-se dos companheiros, inclusive quanto ao corte de cabelo: ... "eram pretos e cortados curtos em escudela, de maneira a formarem na cabeça uma espécie de calota, semelhante a um tecido de seda escura." [p. 242].
Retratos (atuais) mais próximos da realidade sobre a aparência de Joana d'Arc.
Uma questão aqui se impõe. Por que escolheu Deus a mão de uma mulher para tirar a França do túmulo? [...] Seria [...] porque a mulher é superior ao homem pelos sentimentos, pela piedade, pela ternura, pelo entusiasmo? Sim, sem dúvida, e aí está o segredo da abnegação da mulher, de seu espírito de sacrifício.
[...]
Porém, a tal escolha presidiu razão de ordem mais elevada. Se Deus, aquilatando da fraqueza dos fortes e da prudência dos avisados, preferiu salvar a França por intermédio de uma mulher, de uma menina, quase uma criança, foi, sobretudo, para que, comparando a fragilidade do instrumento com a grandeza do resultado, o homem não mais duvidasse; foi para que visse claramente, nessa obra de salvação, o efeito de uma vontade superior, a intervenção da potência eterna.
[pp. 228-9]
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